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[OPINIÃO]

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Segurança jurídica na gestão pública: A base para uma Paraíba eficiente

A governança municipal exige mais do que boas intenções; exige segurança jurídica na gestão pública. Ao iniciarmos 2026, o cenário para os gestores paraibanos é de vigilância extrema, especialmente com a consolidação da Nova Lei de Licitações e os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em períodos de ajustes e eleições suplementares.

[RESUMO DA COLUNA]

  • O Conceito: A importância da legalidade como pilar da eficiência administrativa.
  • A Experiência: Desafios enfrentados no cotidiano das Procuradorias Municipais.
  • O Alerta: Riscos de improbidade em decisões sem amparo técnico-jurídico.
  • O Olhar da Base: Como a consultoria jurídica previne o colapso de políticas públicas.

Sumário

  1. O Papel das Procuradorias na Estabilidade Municipal
  2. Nova Lei de Licitações e a Eficiência do Gasto
  3. Responsabilidade Fiscal em Tempos de Mudança

O Papel das Procuradorias na Estabilidade Municipal

Durante minha trajetória como Procuradora-Geral, pude constatar que a maior carência das prefeituras não é a falta de recursos, mas a fragilidade na instrução dos processos. A segurança jurídica na gestão pública começa no parecer bem fundamentado, que protege o ordenador de despesas e garante que o serviço chegue ao cidadão sem interrupções judiciais.

Nova Lei de Licitações e a Eficiência do Gasto

A transição definitiva para a Lei nº 14.133/2021 impõe um novo ritmo aos municípios da Paraíba. Não se trata apenas de mudar o rito, mas de adotar o planejamento como regra. A segurança jurídica, neste caso, é o que separa uma obra concluída de um canteiro abandonado por falhas no edital.

DesafioSolução JurídicaImpacto na Gestão
TransparênciaPortal Nacional de Contratações PúblicasMaior controle social e fiscal
ContrataçãoPlanejamento Prévio (PCA)Redução de aditivos desnecessários
SegurançaAssessoria Jurídica ConsultivaProteção contra sanções do TCE-PB

Responsabilidade Fiscal em Tempos de Mudança

Em anos marcados por movimentações políticas e eleições suplementares, o rigor com a LRF deve ser redobrado. Decisões sobre reajustes e expansão de gastos sem o devido estudo de impacto financeiro comprometem não apenas o gestor atual, mas a viabilidade das futuras gerações. A segurança jurídica na gestão pública é, antes de tudo, um compromisso com a continuidade do Estado.


Acompanhe minha coluna semanal n’A BASE PB para análises sobre Direito e Gestão.

Fonte: Conselho Nacional de Justiça (CNJ) | TCE-PB

Mychelle Fernandes

Mychelle Fernandes é Advogada com expertise em Direito Administrativo, do Trabalho e Mediação. Foi Procuradora-Geral do Município de Mari (PB) entre 2020 e 2025, acumulando vasta experiência na gestão de contratos públicos e assessoria jurídica municipal. Integra as comissões de Direito do Trabalho, Mediação e Defesa dos Honorários da OAB-PB. Pesquisadora sobre saúde ocupacional e estresse no trabalho, traz n'A BASE PB uma análise técnica e consultiva sobre legalidade, gestão pública e os desafios do mundo jurídico contemporâneo.

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