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Brasil repete 2ª pior nota da história e estagna no Ranking de Corrupção Global

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O Brasil voltou a falhar no teste global de integridade. Segundo o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) divulgado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional, o país marcou 36 pontos e estagnou na parte inferior da tabela, repetindo o desempenho ruim do ano anterior.

O Ranking de Corrupção é uma ferramenta importante para entender a situação da corrupção no Brasil e sua comparação com outros países.

O resultado coloca o Brasil na 107ª posição entre 180 países, muito distante das nações desenvolvidas e atrás de vizinhos sul-americanos. Esta é a segunda pior nota da série histórica iniciada em 2012, ficando à frente apenas dos 35 pontos registrados nos anos de 2018 e 2019.

O Ranking de Corrupção é um reflexo da percepção da corrupção ao redor do mundo.

O Diagnóstico: Falhas nos Três Poderes

Diferente de edições passadas, onde o foco recaía sobre o Executivo, o relatório de 2025 distribui a responsabilidade pela estagnação no Ranking de Corrupção entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a análise repercutida pelo portal G1, o Brasil vive um momento de “desmanche” dos mecanismos de controle. A Transparência Internacional alerta que a falta de independência das instituições transformou a impunidade em regra, e não em exceção.

Judiciário: Decisões Monocráticas e Leniência

Um dos pontos mais críticos do relatório envolve a atuação do Judiciário. A organização cita nominalmente a suspensão das multas dos acordos de leniência de grandes empresas (como J&F e Novonor) por decisões monocráticas do ministro Dias Toffoli.

Para a entidade, essas decisões geram uma insegurança jurídica internacional e passam a mensagem de que a “macrocorrupção” é tolerada no país, fator que pesa decisivamente para rebaixar a nota brasileira no Ranking de Corrupção.

Legislativo: O “Orçamento Secreto 2.0”

No Legislativo, o destaque negativo continua sendo a gestão do Orçamento. O relatório aponta que as emendas parlamentares (especialmente as “emendas Pix”) operam com níveis alarmantes de opacidade. O Congresso brasileiro, que hoje controla uma fatia recorde de verbas discricionárias, é apontado como um foco de risco para desvios, dada a dificuldade de rastrear o destino final do dinheiro público.

Setor Privado: O “Caso Banco Master”

Alinhado com as investigações citadas pela Folha de S.Paulo, o relatório deste ano inova ao trazer alertas específicos sobre o mercado financeiro. O documento menciona o Caso Banco Master — onde condenações por crimes financeiros foram anuladas pelo STJ — como um exemplo de como a elite econômica consegue contornar o sistema de justiça.

Esse tipo de manobra jurídica reforça a percepção de que o sistema brasileiro é falho ao punir crimes de colarinho branco, mantendo o país estagnado no Ranking de Corrupção.

O Brasil no Mundo

Com 36 pontos, o Brasil está abaixo da média global (43 pontos) e da média das Américas (43 pontos).

  • Melhores da Região: Uruguai (73) e Chile (66).
  • Piores da Região: Venezuela (13) e Nicarágua (17).
  • Líder Global: Dinamarca (90 pontos) segue como o país mais íntegro do mundo.

A BASE PB.

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